A organização teve que fazer pequenas alterações logísticas e de percurso, coisa pouca que não esmoreceu o entusiasmo com que os atletas se fizeram à estrada. José Rodrigues foi o primeiro a completar os 40 quilómetros da prova. Muito antes das dez horas da manhã – hora a que estava marcada a partida oficial – e já os betetistas mais afoitos davam as últimas afinações das suas máquinas e aqueciam os músculos para uma jornada de 40 quilómetros. Um quarto-de-hora antes da saída, vindos de um pouco por todo o lado, começaram a surgir centenas e centenas de betetistas, que até ali, discretamente, se mantinham refugiados do mau tempo que se abatia sobre a cidade de Barcelos. Dada a partida, o volumoso pelotão fazia-se aos 40 quilómetros do percurso que, com mais ou menos dificuldades, todos ansiavam transpor. Os betetistas alongavam-se na estrada e ao serpentearem junto à rotunda das pirâmides já foi preciso que os automobilistas parassem durante dez minutos para que toda a caravana passasse. Os quilómetros iniciais evidenciavam aquilo que os betetistas podiam esperar dos trilhos: muita lama, e uma chuva persistente, com algumas rajadas de vento a desafiarem o equilíbrio em cima das bicicletas. Com estas condições atmosféricas adversas aumentavam as dificuldades físicas e técnicas. Muitos tiveram de desistir por avarias ou cansaço. Até ao abastecimento, a meio da prova, ainda havia muita gente junta. Todavia, face às dificuldades que alguns já denotavam levou a organização a indicar um plano B para os mais extenuados, sugerindo rotas mais directas até Barcelos. Quem pode, aguentou estoicamente até ao fim. Já no fecho da prova, José Rodrigues, era o mais forte e o primeiro atleta a completar o percurso. Apesar das agruras do tempo, dos 630 participantes conseguiram chegar ao fim 570. A organização dos Amigos da Montanha faz um balanço “muito positivo da iniciativa”.