Presidente da Câmara diz “suspensão, nunca anulação” 3-3-2010
“Suspensão, nunca anulação” esclareceu Miguel Costa Gomes, autarca barcelense sobre o concurso para concessão da construção do parque de estacionamento no Campo da Feira. O presidente da Câmara de Barcelos defende uma intervenção que tenha em conta toda a envolvente da cidade, “desde logo – disse – tem de se perceber o que vai ser feito ao Hospital, que intervenção vai ser feita no Parque da Cidade e no Campo da Granja”. Preocupado com o centro histórico e comércio, Costa Gomes diz que “o centro está desertificado e há que fazer uma ligação do centro ao potencial que vai existir até à zona da Tebe e antigo Campo do Gil Vicente”, disse aos deputados na Assembleia Municipal.
Proposta foi aprovada
Na ordem de trabalhos da Assembleia Municipal, os deputados votaram a suspensão do concurso para o parque de estacionamento subterrâneo para viaturas ligeiras no Campo da Feira e concessão de exploração de lugares de estacionamento pago na via pública. A proposta foi aprovada com os votos contra da maioria do PSD (três deputados social democratas abstiveram-se) e favoráveis dos restantes quadrantes políticos. Os deputados e a autarquia entendem que esse projecto deve avançar na sua envolvente com o centro histórico da cidade de Barcelos, além disso, todos defendem a criação de alternativas através da melhoria do serviço de transportes colectivos, nomeadamente, a necessidade de transportes urbanos. O comunista Mário Figueiredo diz que “os barcelenses têm de recorrer à sua viatura porque não têm alternativas, quer para trabalhadores, quer para os barcelenses e visitantes que precisem ir à cidade”. Filipe Pinheiro do CDS-PP considera “colossal” a extensão e dimensão do parque que estava projectado. Além disso, teme o impacto que poderá causar e desconfia “que o volume de caulino que ali se encontra poderá movimentar um grande número de camiões na cidade, mais do que nas Quintas de Prestar, em Barqueiros”, mas se isso se vier a confirmar sugere que o “caulino seja valorizado para reduzir o custo na taxa a pagar”. A socialista Lucinda Fonseca disse que a proposta do anterior executivo “constitui um exemplo da desastrosa política económica” e considerou que “não foi acautelada a existência de preços mais favoráveis para proprietários e moradores da área, nem os interesses dos comerciantes, nem asseguradas alternativas ao uso de automóvel bem como não se potenciou a utilização de transportes públicos”. José Maria Cardoso, do BE, defendeu que se “deve ver este parque sob a perspectiva do futuro e fundamentalmente pensar em que cidade se está a pensar construir”. Tornar o centro da cidade “um espaço nobre, que não pode ser um amontoado de chapa multicolor”. Do PSD, Jorge Cruz lembrou que “esta obra apresenta-se como um equipamento fundamental para melhorar o acesso ao centro da cidade, para melhor ordenamento do trânsito e proporcionar lugares de estacionamento mais cómodos e centrais aos barcelenses e visitantes”. O PSD não tem dúvidas que este projecto “resultaria numa melhor estética, resultando em ganhos sociais, culturais e ambientais”.