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  A.F. Braga: Divisão de Honra
Martim reduzido a oito jogadores arranca triunfo a ferros em Vila Verde

3-2-2010

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O Académico de Martim arrancou uma vitória muito sofrida no reencontro com Zequinha, treinador que orientou o Martim durante quatro anos. Num jogo que tinha tudo para ser um grande espectáculo de futebol, a actuação do árbitro José Luís Braga foi verdadeiramente desastrosa, conseguindo ser o grande protagonista do encontro e incendiando os ânimos dentro e fora das quatro linhas.
Entrou melhor no jogo o Vilaverdense que conquista vários pontapés de canto nos minutos iniciais. No entanto é o Martim quem se adianta no marcador logo aos oito minutos. Pontapé de canto batido por Zé Miguel e Roque com um cabeceamento fulgurante inaugura o marcador.
A perder por 1-0 a equipa de Vila Verde não tem capacidade para reagir e é o Martim quem assume o controlo do desafio. À passagem da meia hora de jogo Ricardo Cruz aproveita uma hesitação da defesa do Vilaverdense e fica cara a cara com Helder, depois de adiantar a bola o avançado martinense é derrubado pelo guardião local. Grande penalidade a favor do Martim e o cartão amarelo a Helder, no entanto impunha-se o cartão vermelho já que Ricardo Cruz estava em posição frontal. Na conversão o próprio Ricardo Cruz não perdoa e faz o 2-0.
Perto do intervalo o Martim esteve perto de dilatar a vantagem, cruzamento de Ricardo Cruz, Roque falha a emenda por pouco e na tentativa de corte Miguel quase faz auto-golo.
No reatamento da partida o Vilaverdense entra mais forte e procura reduzir, numa boa jogada de entendimento Miguel fica na cara do guarda-redes do Martim, o remate sai forte mas Filipe com uma intervenção fantástica evita o golo do Vilaverdense.
A partir daqui começa o show do árbitro da partida, aos 54 minutos Paulo Cepa é expulso por acumulação de amarelos, depois de uma mão à queima-roupa, numa jogada completamente inofensiva no meia campo ofensivo do Martim. Pouco depois foi Roque a ser expulso, num espaço de três minutos vê dois cartões amarelos, o primeiro num desentendimento daqueles que antecedem sempre os pontapés de canto, o segundo a castigar uma falta inexistente já que o defesa joga apenas a bola. O Martim fica reduzido a nove jogadores quando ainda faltava cerca de meia hora de jogo.
Em inferioridade numérica Paulo Faria tira Zé Luís, um avançado, colocando em campo Horácio, um médio defensivo.
Com mais dois jogadores em campo exigia-se muito mais ao Vilaverdense, que o melhor que consegui foi reduzir para 2-1 quando faltavam dez minutos para os noventa. Na sequência de um livre André em cima da linha de golo dá o toque final para a baliza de Filipe.
Nesta altura o Martim limita-se a defender e vê a sua situação piorar ainda mais ao minuto 88 quando Zé Miguel é expulso com vermelho directo por alegadas palavras ao árbitro assistente. Uma situação que originou muitos protestos por parte do banco martinense. A jogar com oito homens, caso mais algum jogador fosse expulso o Académico perdia o jogo por inferioridade numérica.
Nos seis minutos de descontos o Martim aguenta bem a pressão do Vilaverdense e quando suou o apito final foi a explosão de alegria no plantel martinense, que comemorou de forma efusiva com a sua massa associativa um triunfo arrancado a ferros.
Vitória difícil, mas muito saborosa para os pupilos de Paulo Faria, que se vê privado de três jogadores fulcrais para o próximo desafio, num jogo em que o Martim fica com enormes razões de queixa da arbitragem.

> Nuno Lopes

 
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08/9/2010
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